sábado, 25 de julio de 2015

MANCHETE - 16 de Noviembre de 1963 - Brasil


SEM TER A PUBLICIDADE DE UMA BARDOT OU DE UMA LOREN, ELA É UM FENÔMENO DE POPULARIDADE NOS PAÍSES MEDITERRÁNEOS E NA AMÉRICA LATINA, PRODUZINDO MILHOES DE DÓLARES PARA OS COFRES DA ESPANHA, CUJO CINEMA SOUBE APROVEITAR-LHE O TALENTO DE CANTORA E ATRIZ
SARITA
em ritmo de samba

A estrêla de "La Violetera" vai filma no Rio uma história de carnaval.

Sarita Montiel volta ao Brasil para filmar. Já estivera aquí antes, quando a Vera Cruz, em crise, comecava a ser alugada a companhias estrangeiras que queriam realizar co-producoes no Brasil. Ainda mal conhecida, ela seria uma das figuras que integrariam o elenco de O Americano, ao lado de Glenn Ford. No Rio e em Sao Paulo, Sarita passou quase despercebida. Fêz, contudo, um esofôrco para ser notada, cantando no rádio as cancoes espanholas, de que era exímia intérprete. De súbito, a companhia que filmava O Americano alterou os seus planos: nao iria mais a Mato Grosso, como tinha planejado, nem continuaría a filmar em Sao Paulo. Técnicas e artistas partiram, repentinamente, para Hollywood. E Sarita também. Desde entao, o seu nome cresceu de maneira extraordinária. Nao através do cinema norte-americano, mas através do espanhol. Paradoxalmente, essa mulher de rara beleza e de voz agradável nao cnquistou o éxito pela mao de seu próprio marido, o diretor Anthony Mann, que a dirigía, ao lado de Mário Lanza, no filme Serenata, recebido com grandes reservas pela crítica. Foi um obscuro diretor argentino, que deixara Buenos Aires por incompatibilidades com o peronismo, quem a colocau no caminho da glória e da fortuna. Luís César Amadori, depois de ter realizado Deus Ihe Pague, com que conquistou um premio em Veneza e o mercado europeu, fixou-se em Madri e se tornou especialista em filmes coloridos, com Sarita como protagonista. Tais filmes, para a crítica sofisticada, sempre em busca de películas com mensagens transcendentes, talvez pouco valham. Mas alcancam, em tôda parte, um éxito espetacular, prolongando-se por meses e meses nos cartazes. Foi o que aconteceu com La Violetera, Carmem de Ronda, Meu Último Tango, Pecado de Amor e mais recentemente, com Rainha do Chantecler.

Separada de Anthony Mann, que a dirigiu no filme Serenata, ela vai casar de nôvo no México
GALAS célebres, como Raf Vallone, o intérprete magistral de Panorama Visto da Ponte e Fedra, nao desdenharam de aparecer em filmes espanhóis, ao lado de Sarita Montiel. Antes de seus éxitos na Espanha, ela permanecera algum tempo no México, para onde fôra usando ainda o nome de batismo –Maria Antônia Abad. Depois de aparecer em pequenos papéis em producoes mexicanas, acabou indo para Hollywood. Aí, além de desastroso filme com o tenor Mário Lanza, e de O Americano, apareceu, ainda, em Vera Cruz, ao lado de Gary Cooper e de Burt Lancaster. Compreendeu, porém, que só lhe queriam dar papéis de segunda e terceira orden, nos quais se limitaría a aparecer como um tipo latino, ou mestico, de mulher da frontera. Sarita casarase com o director de Serenata e, quando êste foi dirigir uma co-producao na Espanha, ela teve inesperado convite para aí filmar uma história española, em película colorida. Algumas semanas depois, era uma celebridade. Antes, era apenas a esposa de Anthony Mann. Mais tarde, Anthony Mann é que passou a ser apenas o marido de Sarita Montiel.



Quatro interpretacoes de Sarita: em Vera Cruz; em Carmen de Ronda; em Meu Último Tango e em A Violeteira.

Porque o divórcio de sarita se tornou inevitável.
COM mais de cinqüenta anos de idade, o cineasta inglês era uma espécie de marido-pai. Tal diferencia de idade se acentuaría ainda mais em face dos éxitos de Sarita, convertida em campea de bilheteria, a ponto de nao raro fazer sombra às grandes estrêlas de Hollywood, de Paris e de Roma, cujos filmes sumiam do cartaz enquanto os dela continuavam, por semanas ou meses, a atraer multidoes. Um conflito nao tardou a se establecer entre o casal. Anthony Mann quería dirigir filmes de Sarita. Mas o productor espanhol Benito Perojo, que os financiava e que, gracas a ela, está hoje bilionário, opôs seu veto formal. Nada disso: os diretores seriam escolhidos de común acôrdo, por êle e Sarita, assim como as histórias a serem filmadas. Anthony Mann esbravejou, mas sossegou um pouco quando encontrou trabalho com as companhias norte-americanas na Inglaterra e na Espanha. Criou-se, porém uma insuportável tensao entre êle e a esposa. E essa tensao teve o seu desfecho com o divórcio recenté.
Sarita volta ao Brasil, solteira. Isso nao quer dizer que ela nao tenha um nôvo interêsse sentimental. Vai casar-se, novamente. Só que desta vez nao será com un diretor ou ator de cinema, mas com um grande insdustrial mexicano.
A estrêla española declara que nao lamenta o tempo que passou no México e em Hollywood, pois que muito pôde aprender, entao. Principalmente, foram grandes as licoes de humildade. E mais do que nunca se convenceu de que um bom filme nao é senao o resultado de um perfeito trabalho de equipe.


Seu verdadeiro nome é Maria Anônia Abad, e nasce una terra da famosa Dulcinéia Del Toboso
MAS acredita que o cinema norte-americano está-se prejudicando por duas coisas: a primeira, que é a de se restringir quase sempre aos asuntos de gôsto norte-americano, encarados sob um ponto de vista, muito particular, da moral puritana, e a segunda, que consiste em desvirtuar a realidade, para forcar os inevitáveis happy ends de suas producoes. Com isso, tendem naturalmente à repeticao de temas, desprezando aspectos que podem interesar às platéias de outras nacionalidades.
-A história de uma cantora de cancoes populares, ou de uma bailarina de cabaré, apaixonada por um toureiro, por exemplo, é o a un produtor norte-americano, êle dirá: “Nao vale a pena fazer isso. Já foi feito, em Carmem, que é um clásico, e em Carmen Jones, que é a modernizacao dêsse clásico”. Nao adianta dizer-lhes que há sempre ángulos novos, modernos, diferentes. A resposta será: “Nao há ángulos novos: temos que esperar dez anos, até podernos filmar Carmen de nôvo…” Entretanto, provamos que tal história poderia ser apresentada sob outros pontos de vista interesando a milhoes de pessoas. Interessando e comovendo…
Dessde entao Sarita Montiel tem sido tentada por varios produtores a voltar a Hollywood, mas tem resistido com a amior energía. Ela nao via necessidade de sair de Madri, onde pode trabalhar à vontade, em meio de sua própria gente, para submeter-se a normas rivais, que eram Carmen Sevilla e Paquita Rico. Ela ainda relembra, divertida, a maneira estranha pela qual foi descoberta para o cinema, quando nunca havia pensado em se colocar diante de uma cámara cinematográfica. Era, ainda, uma garôta, uma menina-moca, coma quela resplandecente beleza das filhas de Mancha, terra de Dom Quixote e de Sancho Panca, mas terra também da belíssima Dulcinéia del Toboso e de algumas das mulheres mais lindas da Espanha. Tomava parte numa procissao, coma r contrito, sob a sua mantilha negra. De repente, no meio da multidao, un homen desconhecido puxou-lhe o braco. Teve vontade de gritar. E teria gritado se nao fôsse o temor de faltar com o respeito ao ato religioso.
-Nao tenha mêdo –disse-lhe o homem.- Preciso falar-lhe com urgencia. Sua beleza impressionou-me. Quero dar-lhe uma oportunidade no cinema. Procure-me amanha, com seus país… Guarde o meu cartao!




Recibida no galeao pelos academicos do salgueiro, ela ganhou orquideas, deu autógrafos e mostrou que ja sabe sambar.




Como se decidiu o seu destino artístico, aos 13 años de idade.
O homem se foi. Aquêle cartao dizia simplesmente: “Fernando Antunes –Agente de Artistas. Cinema. Rádio. Concertos.” No dia seguinte, Sarita lá estaba acompanhada por alguns de seus familiares. Mostrava-se tímida e assustada. O agente lhe disse que nao tivesse mêdo. Se soubesse cantar ou recitar, que o fizesse. Sarita cantou. E, aprendera poucos días antes para uma festa de seu colégio. Em seguida, foi realizado o teste cinematográfico, com éxito completo. A jovem desconhecida da procissao ia iniciar, da forma mais imprevista possível, una carreira cinematográfica como poucas. Hoje está milionária, mas nao se esquece nunca de que tudo debe àquele audacioso Fernando Antunes, que nao hesitou em abordá-la, quando ainda tinha 13 años…
Sarita Montiel teria uma publicidade internacional semelhante à das mais famosas estrêlas de Hollywood, sobretudo na imprensa latino-americana, se nao fôsse uma mulher discreta e retraída. Em vez de procurar colocar-se em foco, como tantas, ela prefere o mínimo de ruído em tôrno a sua pessoa. Prefere que se fale, nao dela, mas de seus filmes, um dos quais, em apenas um ano de exibicao na Espanha e na América Latina, produziu nada menos de cem milhoes de dólares de receita. No Brasil, ela vai interpretar o papel central de un filme, que se chamará, provávemente Samba, cuja acao se desenrola en pleno carnaval carioca.

Para apresentar no Rio e Sao Paulo as suas cancoes, Sarita Montiel trouxe doze malas de vestidos parisienses
A chegada de Sarita Montiel ao Rio movimentou o aeroporto do Galeao, onde uma embaixada de passistas de escola Acadêmicos do Salgueiro a aguardava. Êles vao colaborar no filme Samba, em que a estrêla española fará o papel de cabrocha escolhida para representar, no desfile, o papel de Chica da Silva. A história do filme, de caráter melodramático, foi escrita para aproveitar êsse episódio sensacional dos festejos carnavalescos desde ano. O gala, que será o ator francés Marc Michel, o diretor, Rafael Gil, e o chefe de producao, fotógrafo, cabeleireiro, cenógrafo e outros técnicos, contratados pelas Producoes Cesaro González vieram da Espanha com Sarita. Ela trouxe, como bagagem, doze grandes malas, contendo modelos de Christian Dior, Balenciaga e outros costureiros parisienses, que usará em suas aprensentacoes pessoais, em teatros e cinemas de Sao Paulo e do Rio. A filmagem de Samba, cujo elenco será completado por artistas brasileiros, terá início no dia dezessete. A tomada de exteriores será feita em Petrópilis, Rio, S. Paulo, Salvador e Brasília.


REPORTAGEM DE ALBERTO SILVEIRA


EL RECORTE CCXXXIV
En 1964 se estrenaba "Samba", la película más cara del cine español hasta ese momento. Mientras tanto, Sara Montiel planeaba su boda con José Vicente Ramírez Olaya y abordaba indiscretas preguntas como las de esta entrevista de la revista Fotogramas, en 1964 también.

LLUVIA DE PREGUNTAS SOBRE
SARA MONTIEL
María Antonia Abad, Sara Montiel, es una mujer desconocida, como ocurre con todas las auténticas figuras del cine desdibujadas por la publicidad, por las críticas y por la imaginación de las masas. En la presente entrevista se demuestra, no obstante, que se trata de una mujer prudente, equilibrada y que domina el arte de contestar al periodista.


Antonia, Alejandra, Vicenta, Isidora, Elpidia Abad Fernández, nació en Campo de Criptana el 10 de marzo de 1928. Mide 1,67 y pesa 58 kilos. En 1956 contrajo matrimonio con Anthony Mann. Debutó en la pantalla en “Te quiero para mí”, 1944, con Antonio Casal. Después ha interpretado: “Empezó en boda”, 1944, con Fernando Fernán-Gómez; “Bambú”, 1945, con Luís Peña; “Se le fue el novio”, 1945, con Fernando Fernán-Gómez; “El misterioso viajero de clipper”, 1945, con Emilio Ruíz; “Por el gran premio”, 1946, con Manolo Morán; “Mariona Rebull”, 1947, con José Seoane; “Alhucemas”, 1947, con Julio Peña; “Don Quijote de la Mancha”, 1947, con Rafael Rivelles; “Confidencia”, 1947, con Julio Peña; “Vidas confusas”, 1947, con Enrique Guitart; “Locura de amor”, 1948, con Jorge Mistral; “La mies es mucha”, 1948, con Fernando Fernán-Gómez; “Pequeñeces”, 1949, con Jorge Mistral; “El Capitán Veneno”; 1950, con Fernando Fernán-Gómez; “Tha Man fron Tangiers”, 1950, con Nils Asther; “Cárcel de mujeres”, 1951, con Tito Junco; “El fuerte”, 1952, con Ángel Garasa; “Soy gallo dondequiera”, 1952, con Joaquín Cordero; “Piel Canela”, 1953, con Manolo Fábregas; “Porque ya no me quieres”, 1953, con Raúl Martínez; “Se solicitan modelos”, 1954, con Raúl Martínez; “Frente al pecado”, 1954, con Alberto González; “No creo en los hombres”, 1954, con Roberto Cañedo; “Viene Martín Corona”, 1954, con Pedro Infante; “Veracruz”, 1954, con Gary Cooper; “Dos pasiones y un amor”, 1955, con Mario Lanza; “Yuma”, 1957, con Rod Steiger; “El último cuplé”, con Armando Calvo; “La violetera”, 1958, con Raf Vallone; “Carmen la de Ronda”, 1959, con Jorge Mistral; “Mi último tango”, 1960, con Maurice Ronet; “Pecado de amor”, 1961, con Reginald Kernan; “La bella Lola”, 1962, con Antonio Cifariello; “La reina del Chantecler”, 1962, con Alberto de Mendoza; “Noches de Casablanca”, 1963, con Maurice Ronet y “Samba”, 1964.
1.¿Cuál es tu defecto más acusado?
-El pesimismo.
2.¿Cuál, su virtud?
-Mi deseo de trabajara?
3.¿Siente envidia de las amas de casa con familia numerosa?
-Muchísima. Adoro los críos. Este es el verdadero destino de la mujer en este mundo.
4.¿Su familia la denomina de alguna manera especial?
-No; me llama simplemente Antonia.
5.¿Es usted supersticiosa?
-Lo normal.
6.¿Mal pensada?
-Las mujeres solemos serlo.
7.¿Rencorosa?
-¿Qué piensan los demás de esta pregunta?
8.¿Qué personalidad mundial le impresiona?
-Ernst Hemingway. Le conocí en La Habana en el año 1958. Era un gran hombre por encima de sus virtudes –que ya es- de escritor y novelista.
9.¿Es aficionada a algún deporte en particular?
-Me gusta montar en moto.
10.¿Cuál es su torero favorito?
-Luís Miguel Dominguín.
11.¿Qué tipo de muebles prefiere?
-Me encantan las mesas.
12.¿Cuánto suele gastar, por lo general, en vestirse durante un año?
-Las mujeres solemos ser lo suficientemente inconscientes o femeninas para que no nos guste responder en estos casos.
13.¿Guarda usted especial preferencia por algún modista de aquí o de fuera?
-Epañol, Rodríguez. Italiano, Schubert. Francés, Dior.
14.¿Color favorito?
-Verde.
15.¿Perfume?
-Una buena pastilla de jabón.
16.¿Cuál es su violín de Ingres?
-Intento pintar.
17.De todas sus joyas, ¿cuál es su pieza más apreciada?
-Una pequeña sortija. Me la regaló mi madre.
18.¿Le gustan los animales?
-Muchísimo, los perros.
19.¿Cuántos visones tiene?
-Tres.
20.¿Existe algo que no tenga y deseara en este momento?
-Soy muy feliz con lo que tengo.
21.¿Guarda algún régimen especial?
-Sí. Y durísimo.
22.¿Le gusta cocinar?
-No. Y además, lo hago muy mal.
23.¿Cuántos pitillos y de qué marca fuma diariamente?
-Dejé de fumar hace más de tres años.
24.De no ser actriz, ¿qué le hubiese gustado llegar a ser?
-Actriz.
25.¿Qué época le gustaría haber vivido?
-La romántica. Allá por 1830. Cuando Larra estaba en su apogeo.
26.¿Personaje histórico preferido?
-Siento profundo respeto por la figura de Teresa de Jesús.
27.Aparte su ciudad natal, ¿qué población española le gusta más?
-Me gusta Madrid. Y no puedo olvidar que en Barcelona viví las horas más decisivas de mi carrera: las del rodaje de “El último cuplé”.
28.¿Cuánto tiempo le lleva una canción en prepararla y grabarla?
-Como término medio, alrededor de quince días.
29.¿Cuál de ellas se  le “atragantó” más?
-“Clavelitos”.
30.Aunque sea de oídas, ¿sabe tocar el piano?
-No, desgraciadamente.
31.Si tuviese que elegir entre el amor y su carrera, ¿por cuál de ellos se decidiría?
-No pretendo salirme por la tangente, pero ambas cosas las considero compatibles con un poco de esfuerzo y buena voluntad.
32.¿Quién le hizo su mejor crítica?
-La mejor, la más decisiva, el público.
33.¿Quién la peor?
-Una compañera que dijo que tenía voz de sereno.
34.¿Le gustaría filmar de nuevo en Hollywood?
-Con argumento adecuado a mis posibilidades, desde luego.
35.¿Qué director americano le gustaría llevar?
-Sin duda alguna, George Cukor.
36.¿Cuál es la figura más simpática que trató en Hollywood?
-El pobre Gary Cooper, que en paz descanse. Yo le admiraba desde pequeña y al tenerlo de carne y hueso en “Veracruz”, de pareja, no me desilusionó como suele ocurrir generalmente.
37.¿Cuál la menos simpática?
-¿Para qué la voy a atacar?
38.Nómbreme a una actriz española que, convenientemente aprovechada, pueda convertirse el día de mañana en una gran estrella.
-Nuria Torray. Creo que es una gran realidad ya.
39.Nómbreme ahora a una estrella española desaprovechada por nuestro cine.
-Perdóneme. Esta pregunta no se la voy a contestar.
40.Cíteme el peor momento de su vida artística.
-Los meses posteriores a la realización de “Locura de amor”. Cuando, enferma, pensé que todo había terminado para mí.
41.Ahora, el mejor.
-La acogida de Madrid cuando, en junio de 1958, regresé de EE.UU. para asistir a una sesión de “La violetera”. Más: la presentación de “Carmen” en Barcelona. Más: el debut en Buenos Aires.
42.Siendo estrella, ¿qué es lo más difícil en la profesión?
-.Mantenerse.
43.¿Y lo más fácil?
-Creer que el éxito jamás nos abandonará.
44.¿Cuántos títulos suele ver por mes?
-Por término medio, de ocho a diez.
45.¿Cuántas obras de teatro?
-Pocas, aunque me fascina el teatro.
46.¿Piensa hacerlo alguna vez entre nosotros?
-Esa es una de mis mayores ilusiones. Veremos.
47.¿Cuándo se casará?
-En 1964. Pero de veras que todavía no hemos decidido la fecha exacta.
48.¿Me cita las virtudes y los defectos de su futuro?
-Los defectos no se los he encontrado todavía. Su mayor virtud, a mi juicio, estriba en que Chente es un hombre. Lo cual en estos tiempos, no es tan fácil de encontrar.
49.¿Eligió ya el tema de su próxima película?
-Falta el guón definitivo, pero se rodará en Japón. Y a continuación, en Italia, otra sobre la vida de Claretta Petacci.
50.¿Cree usted que María Antonia Abad conoce a fondo a Sarita Montiel?
-Resulta difícil conocerse a sí misma.
51.Después de leer sus declaraciones, ¿cree que los lectores de FOTOGRAMAS podrán saber algo de la verdadera Sara Montiel?
-Bueno… Al menos yo intenté responder sinceramente.
52.Sarita, aproveche y dígales algo desde aquí a sus enemigos.
-“Respeto honradamente vuestra postura”.
53.Ahora, a sus “hinchas” y amigos.
-“Gracias. Os debo lo que soy”.


Preguntas: JORGE FIESTAS
Fotos: F. GALLÉS Y SIMÓN LÓPEZ


LA FOTO CCXXXIV


La diva en su film "Samba"

martes, 21 de julio de 2015

LECTURAS - 10 de Mayo de 1963 - España


SARA MONTIEL,
SIN “CUPLÉS”
EN SU PRÓXIMA PELÍCULA


La capital de España se ha convertido en pocos años en una auténtica Babel cinematográfica en la que se reúnen importantes astros de la pantalla como Eleonora Rossi Drago, Sara Montiel y Franco Fabrizzi.



Sara Montiel, en manos de una de las peluqueras de Sevilla Films.



Sara Montiel con Carlo Croccolo (arriba) y Eleonora Rossi Drago, en los Estudios de Sevilla Films, donde los dos primeros están rodando “Bésame”, y Eleonora, “Diablo blanco”, con Paco Rabal y Alberto Closas.




Sara Montiel se encuentra rodando una nueva película, titulada “Bésame”, que hace la número ocho de las interpretadas desde su regreso a España, y la veintinueve en el total de su carrera. Aunque, naturalmente, la famosa estrella cantará canciones –ocho en total- en su nuevo film, ofrece éste la particularidad de que ninguna de ellas es cuplé, género tan popularizado por Sara Montiel, por considerar que ya está demasiado repetido este género en su repertorio. Durante las pausas del rodaje, Sara distrae la espera haciendo ganchillo, especialmente servilletas.





Un primer plano de la creadora de “El último cuplé” y tantos otros films que la hicieron famosa. Se ha hablado mucho de la extraordinaria fotogenia de esta artista, capaz de resistir primerísimos planos de tal forma, que la contemplación de su belleza constituye ya de por sí un espectáculo. Es cierto que posee una fotogenia excepcional, pero no todo consiste en salir favorecida o en que luces y maquillaje hagan milagros. Sara Montiel, contemplada de cerca, ofrece una extraordinaria tersura de cutis.



Sara Montiel, ante un pozo y su automóvil, en los jardines del Estudio donde interpreta “Bésame”. Vestida con una sencilla gabardina y unos zapatos de medio tacón, que forman su caracterización en una de las secuencias de la película, la famosa estrella se muestra más ingenua y juvenil que nunca. Por esta vez, y para nuestra cámara, Sara Montiel ha querido prescindir de sus característicos atuendos lujosos y un tanto frívolos, para aparecer como una muchacha sencilla. La película que rueda en la actualidad desarrolla un argumento de intriga, de “suspense” –género que ella prefiere como espectadora-, que tiene como escenario algunas ciudades marroquíes, viéndose envuelta, sin querer, en un asunto de espionaje.



(Reportaje Campos Tejón – M. Cuadros.)


EL RECORTE CCXXXIII
"Noches de Casablanca" y cualquier film de la diva desde "El último cuplé" tienen un grandísimo denominador común: el amor. Historias amorosas con finales felices o trágicos. El último gran y relevante  reportaje de Sara Montiel fue para la revista Glamour en su número Febrero de 2012. En él la estrella hace su particular análisis del amo-o-o-o-o-or y vuelve a repasar por milésima vez su 'historial' de hombres. Las fotografías son del genial Alberto Rivas. 



TU MUNDO
ACTUALIDAD, SEXO, TRABAJO, MUJER…
GLAMOUR
LA DIVA MÁS DIVA DEL CINE ESPAÑOL SE DESNUDA EN CUERPO Y ALMA PARA HABLAR CON BORIS IZAGUIRRE DE LO QUE MEJOR CONOCE: EL AMOR
SARA & BORIS
YO CONFIESO
“LO QUE SÉ DEL AMOR”
Como toda mujer de rompe y rasga, Sara se hizo de rogar. Boris Izaguirre esperaba paciente a su femme fatale en el Hotel de las Letras de Madrid hasta que, de repente, llegó ella… Y sí, le dio un beso de película.

“Los hombres, por naturaleza, no saben besar”, me dice Sara Montiel: el mito; la leyenda; la actriz; la mujer que toda su vida ha hecho lo que quiso. “Pero tú, como mujer, tampoco vas a besarles para enseñarles. El beso es un placer. Y es un placer prolongado. Tienes que hacer que dure, aunque él de repente te sugiera que se cansa. Si es así, tú descansas también, pero continúas besando. No paras, continúas”. “¿Es tan difícil?”, le pregunto, abrumado ante la colosal enseñanza que recibo apenas iniciada la sesión de fotos. “Nos hemos acostumbrado a una cultura de la velocidad. Todo rápido, todo ahora. Un beso jamás es rápido. Un beso se prolonga. Esa es la palabra clave: prolongar”.
Sara Montiel no ha hecho otra cosa en su extraordinaria carrera. Prolongar estrellato, prolongar veteranía, prolongar belleza… “Jamás pienso que la belleza realmente desaparezca. No en nuestro caso, en el de las actrices. Siempre habrá alguna pantalla del mundo proyectando una imagen nuestra. Y allí, estamos, más que inmortales, vivas”.


La observo mientras sigue las directrices de su fotógrafo, al que conoce desde hace años, cuando él le regaló una escultura de ella. Ahí pienso que no todo el mundo tiene esos ojos color aceituna y esas ganas de divertirse con la vida, aun en momentos complicados como éste. “Es lo bueno de haber vivido muchas crisis”, comenta. “Sabes que se sale de todas, aunque en algunas tome más tiempo que otras. El instinto de supervivencia es la única cosa que tenemos de admirable los humanos. Porque siempre está allí, incluso cuando crees que te ha abandonado, aparece y te sostiene hasta la próxima estación”.


(Fotografía extraída del facebook de Alberto Rivas)

Sara Montiel habla con la voz grave que todos, de una manera u otra, hemos imitado. Bien contando anécdotas que se le atribuyen, como esa célebre de que salvó la vida de Jacqueline Kennedy arrojando su bolso para tapar el hueco de una ventanilla de avión en pleno vuelo transoceánico. O aquella, casi oficial, que explica cómo obligó al pianista de Fumando espero a que bajara todos los graves de su instrumento. “Señorita, si bajo más tendré que tocar a ras de suelo”, dicen que suplicó el pianista. Cualquiera que sea la verdad de todas esas historias de la leyenda Sara, la mujer está tranquilamente sentada delante de mí, esperando nuevas indicaciones del fotógrafo. Lleva un mono de lentejuelas negras, de amplio escote y con un cinturón bordado que recuerda al de las heroínas de cómics Marvel, a Wonder Woman o a Catwoman. “Este mono no ha perdido ni una sola de sus lentejuelas, y eso que es de los 80. Me encantaba ponérmelo en las galas de entonces… y en las de ahora”, me asegura. ¿Por qué lo has escogido para hoy? “No hago más que ver a chicas jóvenes con lentejuelas y quiero apoyarlas. La lentejuela tiene una prensa muy injusta. En realidad, te hace sentir divina, atrapas cda reflejo por donde pasas. Es el traje de la star y todas, queramos o no, llevamos una star dentro”.


"Un beso jamás es rápido. Un beso se prolonga"

Unas saben explotarlo por décadas, como es su caso. Es curioso que, con tantos nombres de mujer en su bautismo, ninguno fuera Sara. “Era el de la hermana de mi madre, y sí, como me faltaba, lo utilicé de nombre artístico”. ¿Cuántas veces te has planteado lo que significa Sara Montiel para España y para todo el idioma español? “No muchas. He hecho mi trabajo, he tenido algunas buenas ideas y me he guiado siempre por la intuición. Hoy para estas fotos, ayer para muchas de mis películas, incluso para darme cuenta de que Hollywood me iba a dar mucho, pero también iba a quitarme mucho”. ¿Qué cosas iba a quitarte? “Independencia artística, ganas de trabajar. Las películas que luego rodé aquí en España”. ¿Crees que tus películas han envejecido, al contrario que tú? “Para nada”. Brama y arroja el verde aceituna de la eterna mirada como si quisiera derretirme. La Violetera es un éxito cada vez que la ponen. Todas siguen despertando las mismas emociones. Hacen reír, hacen llorar, hacen cantar”.

“Eso es lo único que importa de una buena película”, sentencia. Se instala un silencio en la sesión, la maquilladora organiza mejor un bucle de su pelo. El fotógrafo indica que Sara deberá preparar el tabaco y expulsar su humo sobre mi rostro. Más o menos balbuceo una explicación sobre sus películas y Sara me toda la mano. “Fíjate en Esa mujer. La escribió Antonio Gala y la dirigió Mario Camus. La productora no los quería a ninguno de los dos y yo me puse terca y les dije: ‘Si no es con ellos, tampoco conmigo’”. Al final, Esa mujer es una de las mejores películas de Sara Montiel. “Es una historia real”, me explica, “unos guerrilleros africanos secuestraron un convento y violaron a las monjas. Luego Gala le puso de lo suyo. Mario también y yo me entregué porque creía en la historia”. En una de las secuencias, cuando Sara regresa al convento transformada en una mujer de mundo y éxito, las monjas no la reconocen. “¿Tanto me ha cambiado la vida, madre superiora?”, pregunta su personaje.


(Fotografía extraída del facebook de Alberto Rivas)

Pedro Almodóvar ha rendido tributo a la escena, a este diálogo y, por supuesto, a la actriz, en infinidad de sus películas. Hollywood mismo siempre la recuerda entre sus bellezas clásicas de sus años dorados. Nadie puede negarle a Sara Montiel haber sido la pionera. Por todo eso, ¿te sientes una leyenda? La actriz medita su respuesta. “No. Me siento viva. Me siento curiosa, observadora. Estoy pendiente de todo. Lo que hacen mis hijos, la música que escuchan, lo que pasa en mi país, que a veces me duele mucho”. No quiere entrar en detalles. “Los artistas respondemos con nuestro arte”, me dice mientras empieza a exhalar con el humo de ese tabaco que ha rebanado, ahumado y ahora aspirado.
¿Fue Hemingway quien te enseñó a fumar puros? “Sí, y lo hacía muy lentamente, yo sabía que para fascinarme. Lo consiguió”. ¿Es verdad que estuviste enamorada de Gary Cooper? “Él de mí sí. Es cierto que me equivoqué con los verbos en inglés y, en vez de preguntarle: ‘¿Quiere pelear (fight, en inglés) conmigo?’, le dije: ‘¿Quiere fo..ar (fuck) conmigo?’. Y él, de inmediato, respondió: ‘Yes, yes, yes!’”. ¿Nunca te gustó Gregory Peck? “Tenía chepa”, contesta sucinta. ¿Ibas a viajar con James Dean en el coche donde murió? “Están las fotos, yo rodaba en un plató enfrente de Gigante, su última película. Me llevaba muy bien con él y con Elizabeth Taylor. Ella no quería irse con él, no le apetecía. Así que él me preguntó si subía y le dije que no, que esperaba una llamada muy temprano. Dean falleció tras estrellarse su automóvil contra un árbol”. El destino estuvo de parte de Sara.

El paso del tiempo, en la sesión y en la vida de todos, ha convertido a Sara en una superviviente de sí misma. “Pero jamás me arrepiento. A mí me han llamado de todo en mi vida. Buenas y malas cosas. Me gritaban ‘taputaputapu’ cuando me divorcié de mi primer marido y rodé El último cuplé. He conocido hombres increíbles”. Prolonga las sílabas, como los besos. ¿Severo Ochoa, un premio Nobel, realmente se enamoró tanto como cuentas en tu biografía? Sara calla. “Ya provocó suficientes comentarios esa biografía”, sintetiza. El propio Miguel Mihura, el célebre dramaturgo español. “Llegamos muy adelante en lo del matrimonio, pero retrocedimos de mutuo acuerdo”. Y Pepe Tous. “Con mis hijos me doy cuenta de que sigue cerca”. Durante la charla no se habla de más matrimonios, aunque los hubiera. “Una mujer es siempre la misma, aunque tenga muchos maridos”, resuelve antes de volver a colocar la mirada dentro de su interlocutor. Exhala, cubre y lanza una prolongada carcajada.

MADE IN HOLLYWOOD
La meca del Cine, siempre sedienta de belleza, vio en Sara Montiel a una nueva Rita Hayworth y, de paso, el mejor contrapunto a la invasión de ambiciones rubias que ya anhelaban ser como Marilyn. Sara se dejó querer y protagonizó Serenade, Yuma, Veracruz... hasta que decidió cambiar de rumbo. En 1957 regresó a España, cuentan que dejando plantado al mismísimo Paul Newman, con quien iba a rodar un filme. Genio y figura.

El mítico beso de Sara y Gary Cooper en Verarcruz (1954). 
La actriz en una foto promocional de 1954, con solo 22 años.


Peter van Eyck enciende un cigarrillo a Sara junto su marido, Anthony Mann. 


Con Alfred Hitchcock en 1957.


Sara charla con Rock Hudson en el set de rodaje de Gigante (1956). 


Una escena del filme Mi último tango (1960).


Escena de Noches de Casablanca (1963), en la que compartió cartel con el galán francés Maurice Ronet. 


Texto: Boris Izaguirre
Fotos: Alberto Rivas


LA FOTO CCXXXIII


La diva interpretando "Tatuaje" en "Noches de Casablanca". 

viernes, 17 de julio de 2015

RADIOCINEMA - 31 de Enero de 1963 - España


NUESTRA PORTADA
Sin ninguna clase de adjetivos Sara Montiel figura en la portada del actual número de RADIOCINEMA. Sara es actualidad y su última película "La reina del Chantecler", se espera con la misma expectación que siempre despierta su solo nombre en la pantalla. 


EL RECORTE CCXXXII
Esta entrevista de la revista Ondas (2ª quincena de Diciembre de 1969) gira en torno a la expectante aparición de la diva en los teatros. La relacionamos con esta portada del Chantecler por las joyas. No hay collar o pendientes de Sara (...) que no relacionemos con algunas de sus películas o algunas de sus bodas. Y es que ella no marcó ninguna diferencia entre sus apariciones en la pantalla y las que hacía ante el público. Disfruten y lean atentamente el valor del vestuario y joyerío de nuestra diva...


A PESAR DE SU ÉXITO, DE LOS HALAGOS DEL PÚBLICO, DE SU FORTUNA
YO HE VISTO LLORAR A
SARITA MONTIEL

Dos mil brillantes y ciento noventa y nueve esmeraldas, enmarcando la belleza -¿hay quién lo dude?- de Sara Montiel.

Escribir no resulta siempre tarea fácil, no. Algunos piensan que escribir algo malo resulta tremendamente fácil. Pues aun así, no resulta fácil, sino terriblemente difícil, costoso… Sobre todo para el que desea ser sincero consigo mismo, la tarea de escribir supone, en ocasiones, un verdadero esfuerzo.
Sara MONTIEL está a punto de realizar uno de sus más caros sueños. Presentarse por vez primera en un escenario español. Va a hacerlo el día 19 de diciembre en el madrileño Teatro de la Zarzuela.
-Es un “show” musical, al estilo de los que acostumbran a hacer en Estados Unidos y en Londres, Frank SINATRA o Bárbara STREISSAND. Nunca perdí las esperanzas de demostrar al público que Sara MONTIEL no le tiene miedo a un escenario, y voy a hacerlo con “Sara MONTIEL… EN PERSONA”. Después de la temporada en Madrid, pienso presentarme en Barcelona, y seguidamente, en Valencia, Alicante, Murcia, Málaga, Sevilla y también por Castilla la Vieja. Quiero que todo el público de España me pueda ver –la mayor parte del público, a ser posible- para así poder darle las gracias personalmente, porque desde que se estrenó “EL ÚLTIMO CUPLÉ”, yo le estoy muy agradecida a todo el público español.
-Lo tienes todo, Sara…
Sara ¿o María Antonia? Me mira con sus grandes ojos de miel. Yo diría que una lágrima furtiva se esconde allí, que está medio agazapada. Entrelaza sus manos, y luego la derecha coge de encima de una repisa la foto en donde aparece junto a su madre –junto a María, como ella solía llamarla- y que yo misma le saqué hará aproximadamente un año.
-No tengo nada, Maite. No tengo ¡NADA! Sólo mi trabajo y mi público que esto sí, ya es mucho. Pero yo sin mi madre, no soy nada. Nada puede reemplazar la ternura, el amor de una madre: ni de un padre, ni de un marido, ni incluso hijos. Yo me he quedado sola. ¿De qué me vale ahora el éxito? ¿De qué el dinero, las joyas, los trajes, las fiestas? ¿De qué… si ella no está aquí esperándome cuando vuelvo? Toda mi vida trabajé pensando en ella, queriendo compensar sus años de privaciones rodeándola de amor y de toda clase de comodidades. Sólo pedía a Dios que me la conservara más tiempo… pero seguramente Dios ha querido ponerme a prueba. Y ahora, tengo que continuar luchando, pero sola. Tengo que vivir y continuar trabajando porque a mis espaldas, a mi cargo, hay muchísimas familias.


El collar de brillantes y turquesas de Van Cleef, reposan sobre el escote de la estrella más cotizada y... envidiada y que, sin embargo, confiesa, tímidamente: "Yo, sin mi madre, no soy nada".


Otra de las joyas que Sara Montiel lucirá en escena es el collar de brillantes y turquesas de Van Cleef.

Sobrecoge el ánimo escuchar estas frases de una mujer a la que todos suponen mimada, feliz, indiferente, altiva y es… tan sólo una mujer que sufre porque ha perdido al ser más querido, a su madre.
-Yo hubiera querido ofrecerle los aplausos que seguramente el público me brindará. Hubiera querido que ese 19 de diciembre ella, María, estuviese en el palco viéndome actuar y que luego, en el camerino, el primer abrazo que yo recibiera, fuese el suyo… He tenido que luchar conmigo misma, Maite. He tenido que sobreponerme e incluso, por orden del médico, y también ¡cómo no! por voluntad propia, es por lo que acudo diariamente al cementerio. Tengo que hacerme a la idea de que mi madre ha muerto pero que desde algún lugar –no sé de dónde porque los muertos no regresan para contarlo- ella me ve y me anima a seguir… Yo sostengo largos diálogos con ella. Es… como si así no se hubiese marchado para siempre.
Está oscureciendo y ella está allí, junto a la ventana, mientras la tarde madrileña se va oscureciendo. Parece una hermosa estatua que tuviese la facultad de respirar y de llorar. No me oculta sus lágrimas. Todos los días se muere algo con nosotros, todos los días. Pero no nos está permitido detenernos. Y hay que seguir y luchar, y levantarse cuando uno se cae, siguiendo el ejemplo de los niños…
Tengo que sacarla de esa tristeza que la ha envuelto esa tarde, desprovista de ese caparazón con que algunos la ven. Nada me parece tan oportuno como hablarle de su próxima presentación en teatro. Poco a poco, va animándose su rostro y se entusiasma, cobrando nueva vida.
-Fuera de España has actuado ya en escenarios. ¿Más segura allí, o en el “plató”?
-El contacto directo con el público da una mayor autenticidad, más calor. Digamos que en el cine puedes repetir una misma escena hasta que sale perfecta pero en teatro el artista está solo. Cuando se levanta el telón es cuando se puede demostrar al público lo que de verdad se lleva dentro. Ahí no hay “truco” y yo, soy Verdad.
-Tú lo has dicho: cuando se levanta el telón. Ese día, cuando eso ocurra, ¿qué verá el público?
-Un “show” completamente musical, sin libreto, aunque los cuadros se han conjugado de una manera muy espectacular. MATASANZ ha montado muy originalmente escenas de películas mías, que se intercalarán con diálogos personales. En el espectáculo llevo a TIP y COLL y también a PAJARES, que son fenomenales, aparte de dieciséis bailarinas inglesas y ocho bailarines, también de la misma nacionalidad. Montar el espectáculo ha rebasado los ocho millones de pesetas.
-Supongo que eso será sin contar con tu vestuario… ¿A cuánto calculas que asciende el importe de los trajes que lucirás en el “show”?
-Mi vestuario está valorado en 2.400.000 pesetas.
-¿Alguno “fuera de serie”?
-Lo son todos. Llevo trajes de DIOR –uno de los cuales ha costado 240.000 pesetas; un abrigo valorado en 300.000, completamente bordado en brillantes tallados de Checoslovaquia; una capa de Goyescas, de Maribel, de aquí, de Madrid que ya cuesta 140.000 pesetas; dos trajes de BALMAIN, y también de modistas españoles como Inés HIGUER, Vargas OCHAGAVIA… Una bestialidad en vestuario, hija. Con decirte que uno de los trajes lleva plumas de avestruz, de faisán y plumas Duvé…


Con el paso de los años, la belleza de Sara Montiel se pone más de manifiesto. Los brillantes de Cartier son la réplica a la armonía de sus líneas.


-Como complemento a tan costosos trajes, calculo que habrá sus correspondientes joyas…
-He tenido que sacar del Banco gran parte de mis joyas. En cada vestido saco un juego distinto. Y en total luciré 18 vestidos. La Dirección General de Seguridad pone a mi disposición varios policías: dos de ellos estarán en la puerta de mi camerino y otros varios repartidos por el teatro. Como ves, voy a estar “vigilada”…
-De todas las joyas que saques a escena, ¿cuáles son las que tienen mayor valor?
-No podría precisártelo. Así, al pronto, recuerdo que llevaré un juego de brillantes de CARTIER, otro juego completo de brillantes en forma de lágrima –o de pera como se les llama- cuyo collar es fabuloso; un collar de piedras preciosas de Bulgaria; un juego de brillantes y turquesas de VAN CLEEF, otro juego de esmeraldas de CARTIER y el topacio grande –de 260 gramos- valorado él sólo en cientos y cientos de dólares…
-¿Podrías precisar aunque fuese “a grosso modo”, a cuánto asciende el total de las joyas que te veremos lucir?
-Calcula que en cincuenta millones de pesetas.
He sabido que TVE está interesada en filmar gran parte del espectáculo de Sarita MONTIEL, captanto, a través de la pequeña pantalla, su vestuario y sus joyas, amén de su arte interpretativo.
-¿Cuántas canciones llevas en tu repertorio, dentro del espectáculo?
-Dieciocho canciones, de las que cuatro son totalmente inéditas. Las otras, como es natural, corresponden a otros tantos éxitos de películas mías.
Actualmente, Sara luce los cabellos de un tono castaño claro, aunque…
-Luciré tantas pelucas como trajes presento: dieciocho en total.


La Dirección General de Seguridad pone a disposición de Sara Montiel varios policías, que vigilarán estrechamente el teatro y el camerino de la estrella, durante sus actuaciones en el madrileño Teatro de la Zarzuela. 

-¿Podrías mostrarme una de las joyas por la que sientes especial predilección?
Con movimientos pausados, va hasta el armario; saca de él un joyero –al que no está echada la llave- y me muestra algo de auténtica belleza: un maravilloso collar con los pendientes a juego: dos mil brillantes y ciento noventa y nueve esmeraldas. Se lo prueba y su figura se recorta en el azogado cristal. Bajo el brillo de las piedras preciosas, sus ojos –tan bellos- se ven hoy oscurecidos, pero no precisamente por falta de belleza, que Sara la tiene a raudales, sino porque una nube gris, un pensamiento sombrío los cruza. Es… es como si sus pensamientos fueran para mí signos gráficos y pudiera leer en ellos… “A pesar de todo esto, estoy sola. Yo, sin mi madre, no soy nada…” Expreso en alta voz el pensamiento que tuve antes, cuando la vi llorar: “Todos los días se muere algo con nosotros, todos los días. Pero no nos está permitido detenernos…”

Texto: Maite MAINE (enviada especial a Madrid)
Fotos: WIZUETE


LA FOTO CCXXXII


Una escena de "La reina del Chantecler" donde Gérard Tichy le ofrece un joyón a la Bella Charito.